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CNJ abre o prêmio de registro para inovação que inclui o uso de blockchain no tribunal

CNJ abre o prêmio de registro para inovação que inclui o uso de blockchain no tribunal

O ministro Luís Roberto Barroso, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), assinou a regulamentação de um novo concurso de inovação, que pode apresentar soluções Blockchain.

As regras para participar do programa são definidas em um decreto assinado por Barroso, que já entrou em vigor. ““Institua a regulamentação do prêmio de auditoria de geração de valor – Edição 2025, com o objetivo de selecionar práticas ou projetos propostos por magistrados e servidores do judiciário relacionados à inovação ou geração de valor em auditoria interna“Diz um trecho da ordenança publicada pelo CNJ.

O Ministro Barroso assina o Prêmio de Portaria por Inovação vinculado ao CNJO Ministro Barroso assina o Prêmio de Portaria por Inovação vinculado ao CNJ
O Ministro Barroso assina o Prêmio de Portaria por Inovação vinculado ao CNJ (reprodução)

Para participar, programas e projetos devem ser implementados nos últimos dois anos antes da publicidade do aviso. Ou seja, apenas projetos já sob implementação e com resultados concretos podem chegar à final do prêmio.

Barroso assinou a ordenança estabelecendo o prêmio, que até busca soluções de blockchain

As práticas e projetos que enviam seu trabalho ao prêmio de auditoria de geração de valor – Edição 2025 devem estar vinculados a um dos três eixos temáticos apresentados.

Eles são: I. Eixo de inovação tecnológica e ferramentas digitais; Ii. Eixo de geração de valor para administração; Iii. Eixo de eficiência e burocracia dos processos.

E no primeiro eixo, fica claro a busca de soluções envolvendo tecnologias, incluindo as emergentes, como o blockchain. ““Este eixo visa reconhecer práticas ou projetos que trazem soluções tecnológicas para a melhoria da atividade de auditoria.
São iniciativas bem -vindas que exploram o uso de inteligência artificial, automação, Blockchaingrande data ou outras tecnologias emergentes“.

Exemplos fornecidos pelo anexo da ordenança divulgada pelo CNJ são as possibilidades de integrações com sistemas, análise de grandes volumes de dados, implementação de robôs de automação (RPA) para verificar a conformidade em contratos e processos, entre outros.

A inscrição está disponível em um formulário disponível no site da CNJ e é executado até 30 de maio. Em agosto, os vencedores recebem o prêmio de cada eixo.

CNJ já está estudando a criação de “criptogram”

A criação de um prêmio para buscar soluções com tecnologias avançadas no próprio tribunal brasileiro chama a atenção para a busca de inovações no CNJ.

Isso ocorre porque, o Conselho Nacional de Justiça também estuda a criação de uma ferramenta chamada Cryptojud, semelhante a Sisbajud, que pode bloquear saldos de produção pendentes nas corretoras de banco e criptomoeda.

Assim, parece que a justiça brasileira já atraiu a tecnologia de evidências imutáveis, atualmente amplamente usadas para prova em processos.

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