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Senador pede avaliação do blockchain nas eleições brasileiras

Senador pede avaliação do blockchain nas eleições brasileiras

Um projeto de lei que está no Congresso Federal desde 2021 que procura modernizar as eleições brasileiras ganhou uma nova emenda apresentada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), de modo que a tecnologia Blockchain Seja um dos avaliados no processo.

Segundo ele, o projeto de lei complementar (PLP) nº 112/2021 deve considerar a inclusão do termo blockchain e registros distribuídos. O Emenda 233 Foi um dos apresentados pelo parlamentar nos últimos dias ao Secretariado de Apoio à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

““Parágrafo 3. Entre as tecnologias que podem ser consideradas para fins de estudo e desenvolvimento de novas soluções de votação, o uso de registros distribuídos pode ser avaliado Como a tecnologia blockchaincom o objetivo de promover uma maior transparência, auditabilidade e segurança no processo eleitoral, respeitando os princípios constitucionais e legais aplicáveis“Diz a emenda apresentada pelo senador.

O senador justifica que o blockchain não será de uso obrigatório nas eleições brasileiras

Um dos tópicos importantes na lei do novo código eleitoral é o estudo sobre novas tecnologias, mesmo que não sejam adotadas.

Assim, o senador Carlos Portinho quer que sua emenda ajude a justiça eleitoral a estudar a tecnologia blockchain, mas não impor sua adoção.

““A atual emenda visa explicar a possibilidade da justiça eleitoral, de acordo com os estudos previstos no § 2 do art. 187, considere, entre as tecnologias emergentes, o uso de sistemas distribuídos de registro, como a tecnologia blockchain, para melhorar os processos eleitorais.

A menção do blockchain não representa uma imposição de adoção, mas apenas a abertura normativa para que essa tecnologia seja objeto de análise técnica e legal pela justiça eleitoral. É uma ferramenta que foi estudada em todo o mundo e testada em contextos que requerem um alto grau de confiabilidade, integridade de dados e rastreabilidade, inclusive no campo dos votos eletrônicos,”Diz o senador.

O novo código eleitoral deve ser aprovado até outubro para que as regras sejam iniciadas em 2026

A conta que está sendo processada com o nome de “Novo código eleitoralEle já teve aprovação na Câmara dos Deputados. E após análise do Senado Federal, o texto retorna à Câmara e somente para a sanção presidencial.

No entanto, para que as regras entrem em vigor para o Eleições A partir de 2026, o PLP nº 112/2021 deve ter sua aprovação até 3 de outubro de 2025. Em 2026, o Brasil vai às pesquisas para escolher cargos para o executivo e a legislatura.

No CCJ do Senado, onde está atualmente em análise, o projeto já teve três audiências públicas e ainda recebe atenção dos senadores, pois as regras mudam a maneira como o processo eleitoral democrático brasileiro funciona.

Fim da reeleição para presidentes, governadores e prefeitos podem mudar com PEC

Outra proposta que está sendo processada no Congresso Nacional nas eleições é o PEC 12/2022que exige o fim da reeleição para cargos executivos, como presidentes, governadores e prefeitos.

Com um único termo de cinco anos, a proposta de emenda que a Constituição também procura reformar as eleições no país. Com os dois tópicos em cima da mesa, parece que os parlamentares devem expandir os debates sobre o processo eleitoral, pois o PEC 12/2022 e o novo código eleitoral podem se complementar.

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